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1-1 com Magno Daniel

Quem é o Magno Daniel ?

Magno Daniel é um jovem de vinte e dois anos de idade, natural de Luanda, Angola.

 

O que faz? 

Normalmente evito o termo artista, considero-me apenas uma pessoa que vem criando e guardando recordações da vida ao meu redor, memórias do que vi, fui, e às vezes ( quando faço trabalhos comerciais mais particulares ou para marcas especificas) capturo também essências de algum modo diferentes da minha.

 

É algo que leva à sério ou apenas um hobby?

Como muita coisa na minha vida, a fotografia começou como um passatempo, hoje já não é porque de momento é disso que vivo. Já faço mais trabalhos particulares além dos pessoais, a tendência é fazer disso algo ainda mais sério e muito mais abrangente. O que hoje faço ainda é uma coisa pequena no universo que pretendo chegar. Mas em uma vertente mais pessoal, prefiro olhar para a fotografia; até a comercial, como um passatempo prazeroso porque isso me permite criar uma linha de pensamento mais realista com relação à tudo e não me perco na exigência dos clientes, é claro que os clientes é que fazem o artista ou o negócio, mas a satisfação primária ao meu ver passa primeiro por quem faz, o fotógrafo nesse caso, e só depois para o cliente porque desse modo o fotógrafo se auto-motiva constantemente para atingir resultados satisfatórios.

 

Como é que o que faz ajuda-lhe no dia à dia, o que acrescenta na sua vida particular?

Nesse momento não faço nada além de fotografia, mas eu era estudante de Geologia, e enquanto estudante a fotografia ajudou-me muito. Um exemplo bem prático é facto de poder fotografar, quando fotografo paisagens, lugares, formações rochosas e elementos da natureza já conhecidos por mim e tudo isso me remetia as aulas que tinha na universidade. Como pessoa, como humano a fotografia e faz analisar diariamente a vivência singular de cada pessoa, incluindo eu. Fotografia me ensinou a ficar ainda mais calado do que sempre fui, porém mais atento aos detalhes do mundo, das pessoas e as suas expressões pessoais. O mundo é bem mais interessante quando olho para ele desse modo.

 

Há quanto tempo faz, Quando é que começou, Como é que começou?

Eu faço fotografia há quase três anos, apesar de que sempre tive influências na minha vida e pessoas ao redor de mim que sempre fotografaram, eu não pegava numa câmera. O meu pai tinha uma Canon pequena em casa, alguns de meus amigos mais próximos tinham câmeras e sempre. Mas foi só quando mudei para fora de Angola que descobri que tinha jeito, não por decisão, pelo contrário por sugestão; estava a passar por um momento delicado na vida quando os dos meus amigos mais próximos sugeriu que procurasse por um novo passatempo, desde então tenho fotografado.

 

Impasses que teve? 

Impasses e dificuldades estão sempre presentes em qualquer campo da vida, mas acredito que no momento além do aspecto financeiro para investir em projetos pessoais, a falta de apreciação e reconhecimento tem sido um dos maiores impasses, ás vezes tenho um projeto em mente e simplesmente não acontece. Mas por ser novo ainda nesse ramo acredito que com o tempo tudo isso acaba por se resolver. Evito deixar tudo a volta do financeiro, porque se pensar muito nesse lado nunca se faz nada, o principal é fazer acontecer com o que temos e quando não tenho, os meus pais, felizmente ajudam de algum modo, especialmente para as viagens.

 

Qual é a maior dificuldade/obstáculo que encontra actualmente no que toca ao seu trabalho?

Como já disse nesse momento os maiores obstáculos são a concretização de projetos pessoais, encontrar modelos disponíveis para os esses mesmos projetos e o financiamento para viagens.

 

Quanto tempo dedica para melhorar o trabalho que faz?

Eu dedico muito tempo para fotografia, diariamente passo algumas horas a pensar em conceitos fotográficos e projetos novos, especialmente quando já finalizei os meus outros projetos. Tem também um aspecto cansativo, especialmente em Luanda, que é a procura de lugares para fotografar, o que requer tempo e atenção especialmente quando se trata de fotografar na rua porque tem lugares que são ”bonitos” mas estão completamente sujos, a responsabilidade de limpar cai sobre mim. Normalmente trabalho com uma amiga ou um amigo, em projetos mais sérios tem uma equipa maior, quando a necessidade exige levo a minha irmã e todo mundo que creio que ser útil. Eu faço vários estilos fotográficos, quando faço fotografia de rua ou paisagem é bem mais simples porque eu vou andando até encontrar coisas, lugares e situações que me interessam. Porém, quando se trata de sessões fotográficas ou os editoriais, o processo é bem mais delicado, porque eu preciso criar um ”moodboard” com fotografias do estilo que desejo atingir, mostrar a modelo aonde queremos chegar com as fotos, e eventualmente tentar de todas as maneiras possíveis cumprir com a expectativa, o que felizmente tenho conseguido fazer bem. A preparação antes de tudo é a minha salvação, eu passo noites em branco a planear, eu me preocupo com o dia que vou fotografar, com a luz que procuro e com as cores.

 

Quanto tempo levou até que as pessoas começassem a reconhecer o seu trabalho?

Um ano depois de eu começar a fotografar ouvia alguns comentários, maior parte deles eram de amigos mas depois isso mudou e comecei a receber mensagens de pessoas estranhas a elogiar, pedir para continuar e aqui estou, continuo a fazer a mesma coisa.

 

Entre quando começou e actualmente, o que mais mudou em relação ao que faz? 

A maior mudança foi em mim mesmo, enquanto acontecia esse processo de descoberta da fotografia minha vida foi mudando, muitas coisas aconteceram, sendo a mais recente o facto de ter voltado para viver em Angola recentemente. Quanto ao material, eu tenho uma câmera e uma única lente, que comprei alguns meses depois da minha primeira câmera. Fotografo maioritariamente com luz natural, não uso flashes, nem tenho estúdio por enquanto, mas sinto ainda assim que a mudança entre as minhas fotografias mais recentes e as primeiras é abismal, hoje tenho mais conhecimento técnico e artístico sobre a fotografia no geral e tento sempre estudar o que fotografo, não um estudo de ler mas de ver, ver fotografias feitas por minhas maiores inspirações no ramo da fotografia, por ver meus artistas favoritos e por ver, sentir a vida ao meu redor, tudo isso muda e vem mudando o que faço, desde a vertente até a mensagem que é normalmente subjectiva e eu não posso mudar a percepção que as pessoas têm das minhas fotografias: quem vê sabe o que vê, masnem sempre sente o que vê.

 

Onde vê o Magno Daniel daqui a 10 anos, como pessoa e como fotógrafo?

Onde vejo o Magno Daniel daqui á dez anos é uma pergunta complicada, eu espero e estarei a trabalhar para realizar trabalhos maiores, com maior impacto e abrangência, porém, e como há sempre um porém na vida: a vida nem sempre como desejamos, o plano é estar a trabalhar com revistas internacionais, em editoriais, estar a trabalhar com uma empresa relacionada a fotografia com maior foco em Africa e na arte feita por fotografos locais e também finalizar e lançar pelo menos dois documentários nesse espaço de tempo.

 

Um conselho para quem quer começar a fotografar ou mesmo para fotógrafos iniciantes?

Para os fotógrafos iniciantes eu aconselho a serem vocês mesmos, não tenham pressa de escolher ou definir um estilo, sejam livres de fotografar tudo que quiserem, porém, cuidado; aprendam de quem já faz a mais tempo, estejam atentos ao que acontece no mundo em que estão inseridos e sejam felizes com o que fazem sem dar muita atenção ao que as pessoas dizem.

 

Há algo que queira acrescentar?

Para quem quiser ver o meu trabalho, saber de mim ou só mandar um Olá:

   e-mail: infomagnodaniel@gmail.com
website: www.magnodaniel.com
instagram: _mdaniel ou __rerun

 

Deixámos aqui expostos alguns dos seus muitos, esplêndidos trabalhos. Esperamos que gostem.

 

 

 

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